Vamos lá.
Há tempos estava precisando desabafar. Mas, não achei alguém ou algo que pudesse me suportar. Talvez até me suportaria. Mas, enfim, suportaria não suportando.
O ato de escrever aqui me deixa terrivelmente revoltada.
Eu poderia estar fazendo alguma coisa melhor do que tentar afogar minha mágoa em palavras. Certo?
Eu estou com medo.
Algumas vezes.
Algumas vezes tenho medo de todas as coisas.
Algumas vezes penso ter medo.
Algumas vezes coisas parecem ter medo de pensar.
Acho que só deveríamos tentar nos explodir e viver como se tudo estivesse normal. Sem querer mais nada, sem sonhar mais nada, sem desejar ninguém.
Pensar que estamos livres e suportar as risadas.
"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer.
Tudo bem.
Eu não preciso de muito.
Eu não quero muito.
Eu quero mais."
Não acredito na liberdade, desculpe professor.
"Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo."
Depois de tudo, então, é só observar todas as pessoas amarrando seus cadarços, sorrindo suas tristezas, chorando suas alegrias e tomando seus sorvetes.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Algum lugar
Vamos viajar todos à lugar algum.
Estou sentada aqui esperando um telefonema invisível de um instrumento qualquer.
Enquanto alguns dão gargalhadas
Outros choram por terem que ir.
Vou colocar meus pés na água fria e adormecerei.
Me acorde ao entardecer.
Vamos viajar todos à lugar algum!
Por favor, não prendam-me aqui!
Não leia isso como sofrimento.
Mas como um som distante que você não consegue decifrar.
Rabiscos mal feitos em papéis amassados.
Estou perdendo as palavras...
Chorarei só quando minha pele estiver seca.
Vou falar só quando todos estiverem quietos.
Oh, música!
Saque um velho revólver e o atire para cima, velho rapaz!
Vamos beijar o céu e pedir para que ele nos rodeie sempre.
Eu vou perder meu medo nessas dissonâncias.
Me acorde ao amanhecer.
Estou sentada aqui esperando um telefonema invisível de um instrumento qualquer.
Enquanto alguns dão gargalhadas
Outros choram por terem que ir.
Vou colocar meus pés na água fria e adormecerei.
Me acorde ao entardecer.
Vamos viajar todos à lugar algum!
Por favor, não prendam-me aqui!
Não leia isso como sofrimento.
Mas como um som distante que você não consegue decifrar.
Rabiscos mal feitos em papéis amassados.
Estou perdendo as palavras...
Chorarei só quando minha pele estiver seca.
Vou falar só quando todos estiverem quietos.
Oh, música!
Saque um velho revólver e o atire para cima, velho rapaz!
Vamos beijar o céu e pedir para que ele nos rodeie sempre.
Eu vou perder meu medo nessas dissonâncias.
Me acorde ao amanhecer.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Vegetando desvegetando-se-me
Enquanto fico aqui pirando em algumas vozes distantes em um idioma que não é o meu,
Trago os meus joelhos para mais perto de mim.
Faz tanto tempo que não escrevo algo que esta tentativa me soa vazia demais.
Tudo é mais escuro quando você abre os olhos.
Sou realmente cega?
Teimo com todos pois acredito na minha verdade.
Enquanto giro com o vento que não bate mais na minha janela,
meus pensamentos percorrem os ruídos das ruas pensando se realmente é o certo.
Se tudo se confronta seus pensamentos fogem.
As mãos tremem...
A ansiedade e o medo do vazio se tornam um só.
A pele é seca,
As mãos distantes,
Os sons intocáveis,
As visões inaudíveis.
Eu só me pergunto quando isso irá acabar.
"Eu não queria muita coisa. Eu só queria que as paredes me abraçassem."
Eu sempre me pergunto quando isso irá parar.
Trago os meus joelhos para mais perto de mim.
Faz tanto tempo que não escrevo algo que esta tentativa me soa vazia demais.
Tudo é mais escuro quando você abre os olhos.
Sou realmente cega?
Teimo com todos pois acredito na minha verdade.
Enquanto giro com o vento que não bate mais na minha janela,
meus pensamentos percorrem os ruídos das ruas pensando se realmente é o certo.
Se tudo se confronta seus pensamentos fogem.
As mãos tremem...
A ansiedade e o medo do vazio se tornam um só.
A pele é seca,
As mãos distantes,
Os sons intocáveis,
As visões inaudíveis.
Eu só me pergunto quando isso irá acabar.
"Eu não queria muita coisa. Eu só queria que as paredes me abraçassem."
Eu sempre me pergunto quando isso irá parar.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Vermelho

Vermelho: Cor de Sangue ou Batom?
Nada é perfeito. Mas ela sabia que isto não poderia ficar só em dúvida. Pontos de interrogações não eram seus desejos.
Todas as manhãs rotineiras ela insistia em perguntar a tua mãe:
- Vermelho, mãe... Sangue ou Batom?
Cor do silêncio. A Mãe nunca respondia. Ou por falta de resposta, ou por estar muito ocupada com o leite fervendo no fogão.
Será que ninguém sabia respondê-la? Será que ela fazia perguntas difíceis demais para mentes já vividas? Talvez no fundo a mãe soubesse a resposta, mas o medo da filha se desapontar era maior.
O desapontamento faz parte da vida. Mesmo quando ele não é convidado.
Sangue ou Batom?
O fato é que todas as coisas parecem mais belas e doces quando estamos longe destas. Havia algo nesta mistura de pigmentações que a chamava.
Ela sempre gostara de fazer perguntas. Sempre amara receber respostas. Esperar machuca. Não ouvir respostas é profundo, deixa cicatrizes.
Batom? Sangue? O fato de simplesmente sentir tremor só por não tê-las a deixava agoniada. É como não viver. Você já sentiu dor no coração?
Havia nela gritos e perguntas mudas. Ódios escondidos em sorrisos. Amores escondidos em algum canto das palavras abandonadas. Mas ela era muito jovem para chorar. Ela queria saber demais.
- Mãe, Sangue ou Batom?
Saber demais... Querer saber demais dói, não é? Não saber nada também. Eis a verdade.
Um dia, voltou a indagar tua mãe:
- Vermelho, mãe, cor de sangue ou de batom?
Nada de silêncio desta vez, finalmente uma resposta:
- Cor da Rosa, filha.
sábado, 18 de outubro de 2008
Chuva

Havia um menino...
Claro, todas as estórias, contos e etc., precisam ter um personagem.
Aqui, o personagem é o menino.
Seu sonho era diferente dos outros.
É estranho alguém sonhar com isto...
Mas, este era o sonho.
Sonhava em tocá-la,
Vê-la chegar pela primeira vez.
E ele lutava por isto.
Lutar nem sempre significa pegar uma espada, uma armadura e enfrentar soldados.
Lutar é lutar.
Cada um sente esta definição.
Mesmo que tudo pareça impossível há sempre alguém te olhando com olhos claros lhe dizendo que tudo é possível... E quando o céu está azul, um azul profundo que chega até o coração, significa que vai chover.
Passos ao longe. Som de terra amassada pelos pés.
O menino se levantou, mais um insistente dia começaria... Qual seria a próxima coisa a fazer? Oh sim, vamos andar nos trilhos do trem.
Isso o dava a sensação de voar... A sensação de pelo menos uma vez se equilibrar em seus sentimentos, angústias, desejos, pessoas esquecidas, pessoas lembradas...
Ela não vinha... Sempre quando ele se sentava para esperá-la, ela atrasava-se.
Este dia, foi diferente...
Tudo estava diferente.
O vendedor de sorvetes havia aparecido com pedaços de algodão.
O menino estava sentado na linha do trem perdido em seus agridoces pensamentos... Quando o azul invadiu o outro azul.
Ela estava chegando.
Ela chegou.
sábado, 11 de outubro de 2008
Vamos brincar com a solidão.
Enquanto as gotas de água escorrem no asfalto lá fora, escondo-me mais.
A cada jorrada é um vento que bate em teu rosto.
Úmido e silencioso.
Eu quero ser encontrada?
A qualquer minuto o céu pode cair em cima de tí.
Cheirinho de poeira misturado com ríspidas palavras minhas.
A cada canto há uma vida ouvindo suas canções.
A cada canto há uma vida sendo massacrada pela suas próprias palavras.
Mas quando a melodia acabar só o silêncio irá permanecer e, ninguém mais irá lembrar de tí.
Ei baby, não há mais ninguém no salão.
O sofrimento de pensar faz-me indagar se isto é realmente importante.
A cada jorrada é um vento que bate em teu rosto.
Úmido e silencioso.
Eu quero ser encontrada?
A qualquer minuto o céu pode cair em cima de tí.
Cheirinho de poeira misturado com ríspidas palavras minhas.
A cada canto há uma vida ouvindo suas canções.
A cada canto há uma vida sendo massacrada pela suas próprias palavras.
Mas quando a melodia acabar só o silêncio irá permanecer e, ninguém mais irá lembrar de tí.
Ei baby, não há mais ninguém no salão.
O sofrimento de pensar faz-me indagar se isto é realmente importante.
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